Essa foi uma das matérias que fiz ao momento do Reverso I, jornal laboratório da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Tive uma liberdade melhor pra pautar esse tema e consegui um bom resultado.
http://www.ufrb.edu.br/reverso/2010/09/02/cachoeira-tenta-suprir-a-falta-de-uma-delegacia-voltada-para-a-defesa-da-mulher/
Chegou em casa com os trejeitos de cinzeiro. Subiu as escadas e tombou sobre a cama. Desde as dez horas ouviu o chamado de seu nome para comparece à cozinha. Fingiu ser alucinações, culpou o sol quente e o mormaço e se deu mais vinte minutos. Com a cara chapada ainda e as marcas dos lençóis andou pela sala, ultrapassou o som da TV, lavou o rosto sem decidir se esse era um dia real ou não. As pernas latejando como se fossem um coração. Um gosto da cinza que fica na superfície rebaixada. No fundo.
Seu pai assistindo aquele programa sem qualquer finalidade e que ela acreditava dar tanta importância quanto ela mesma. “É o homem no centro do universo”, pensou ela. Uns gritos de seu sobrinho. E ainda nem era a hora de pico. Faltavam meia hora para as doze.
Procurou um café e encontrou cebola não-picada, pimentão sem cortar, arroz sem fazer, feijão no fogo, nenhuma salada ou um gole de café bem passado.
Ainda sob a tempestade que se formava decidia se era ou não um dia real.
Ela mesma perguntava se não era uma miragem sua. Um oásis decaído, sem forças pra ser uma beleza em meio a um deserto vivo. Queria ela mesma ser enigmática como um sorriso. A pergunta que sai da boca da esfinge. Castigou o estômago. Um dragão nas suas formas arredondadas. Uma pequena-burgesa-dragoa. Antes de suas asas abrirem, sentiu a corrente de ar passando.
Ela conhecia essa tempestade. E depois dela não vem a bonança.
Bebeu água, kisuku de laranja-lima, mas o problema era a garganta úmida e fria. Sob os olhos de seu pai, sob o teto dele, não poderia fumar, nem mostrar suas escamas.
Um caos de engarrafamento na sala de casa. Muito som, muito trânsito, muitos relâmpagos buzinas e buzinas relâmpagos. Muitos dedos-na-cara, muitos raios. Muita correria, muito salve-se-quem-puder ou em outras palavras: cada um que salve o seu.
Tinha a sensação de dejà vu. Ela própria pré-vista por alguém. Como uma grande embarcação que só herdava as pessoas e seus papéis. Cronometrou o feito pelas partes desse todo: sua mãe: irá levar o sobrinho à escola; os demais: fugir da louça procurando suas válvulas de escape.
Em um segundo, apenas ela e o pai na sala. “Ouxi...”-alguma coisa mal compreendida, disse seu pai.
No silêncio da sala, o pai ouvia delicadamente cada grito da garganta dela. Os goles de saliva descendo goela abaixo. O coração batendo no teto. Ele, por vez, calçou as sandálias. Saiu para a rua e deixou o ventilador da sala ligado.
Ela subiu as escadarias que davam acesso à laje para fumar seu cigarro com o sol, e afastar o transtorno com o vento. Um sorriso consumindo fogo no calor abrasante.
Olhava para o sol, sentia o calor completo no seu corpo, a cada tragada. Destravou o cigarro dos dedos e segurou com os lábios. Fechou os olhos. No que aspirou, pensou: desceu quente essa. No que inspirou, o calor já não lhe subiam pela laje da casa. Não era reflexo do sol. Pouco menos a chama do cigarro. Vinha de dentro. Um lugar entre os pulmões e as células do corpo. Caminhando por cada veia. Fumegou a casa. Não. Não era um dia real.
Noves fora zero
ô pouca vergonha. Acabei de sair do supermercado, que na verdade é mais uma mercearia, um mercadinho, e não compreendo como o básico foi se tornar tão caro. Não moro em cidade grande, não tenho as possibilidades de cidade grande. E possibilidade aí, não é de ir ao teatro não, vamos colocá-lo por esse instante no plano do supérfluo. Ou melhor, o orçamento pode colocá-lo no plano do supérfluo. Mas, para o necessário, uma parte do mínimo de dignidade, eu gastei 30 reais: papel higiênico que não assa a bunda; lingüiça e josé fina tanto para o feijão como para substituir a carne; cebola, por que dá pra fazer tudo com cebola (me perdoem os grandes mestres, mas ô cebola que salva minha vida...); não preciso mais de leite, em pó ou em caixinha, que é o que os mercados e congêneres oferecem; carne para hambúrguer (maravilhoso, pois ao mesmo tempo que é a medida certa daquele pedaço de bife do almoço deixa uma coisinha especial para o café da noite ); detergente; sabão em pó para lavar cuecas e tudo mais que dé. Só isso por 30 reais. Reais.
Real mesmo é esse disparate. Nessas lojas de comida tudo é restrito. Não dá pra fugir do que tá na prateleira. Qualquer dia desses irei sentar e fazer o orçamento dos preços com o dono do mercado: o senhor sabe que estamos em uma cidade que contém cerca de 30 mil habitantes, não é mesmo? Cidade pequena, então. Na zona urbana, deve ter umas cinco mil pessoas. O senhor acha que todo mundo aqui recebe um salário? O senhor acha que aqui tem o mesmo nível de empregabilidade (vou citar a palavra com toda propriedade que, assim ele acaba acreditando). Pois, seu moço... não dá pra cobrar aqui o que se cobra
Então vou lhe dá um exemplo. Pobre... pobre não é aquele pobre de espírito. Esse é mesquinho. Pobre é aquele que quase morre de fome todos os dias. Que deve sim ter sua geladeira ou Tv como apontam os índices do IBGE, mas que a geladeira está quase sempre vazia, direi a ele (apontar um instituto de tamanho peso nessa hora é bom, por que dá força ao que se diz. Ele vai tremer nas bases). E prosseguirei: pobre ou trabalha o dia inteiro para se manter, ou tem que roubar pra isso, ou morre de fome.
O senhor, por acaso, já quase morreu de fome? Já pensou que morreu de fome? O senhor já roubou? Essa eu posso responder: sim! Roubou sim.. sabe quando? Quando aquele moço de chapéu de palha comprou o básico para o mês custando 200 reais. Quando, aqueles meninos da galinhota ficam se estraçalhando pra ganhar cinquenta centavos de lucro. Lucro não, lucro quem tem é o senhor. Esses benditos cinquenta centavos, que irão dá nuns cinco reais no final do dia, nem podem ser considerados lucro. Quanto o senhor ganha no final do dia? Pois, tudo isso é roubo mesmo.
Apois, agora eu vou lhe dizer: pobre é aquele que compra com trinta reais só o que dá!
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crônica
Contos de fadas
Pra quem não gosta de pesquisa o período eleitoral pode ser muito estapafúrdio. Com tantas propagandas a respeito dos candidatos aos cargos públicos o eleitor pode acabar se embaraçando. O Horário Gratuito Eleitoral poderia ser mais explicativo, porém a ideia é divulgar e prometer. Aparecem candidatos, dos quais nada se sabe, falando do que fez e poderá fazer para contribuir com nossa sociedade. Todos eles uns brincos de pessoa, como afirmaria minha avó.
Todavia, não deve ser apenas pelo panfleto que o senhor eleitor deverá decidir quem manda no rumo do país. Os candidatos são indicados pela 'popularidade aparente' de dentro do partido. O dito lhe prometerá aquilo que for consenso e bandeira dessa associação política. Quando o personagem aparece em rede nacional é impossível ver todos aqueles que estão por detrás. Vota-se no candidato e no partido.
E para que não se vá casar por quatro, ou mais, anos com quem não se sabe o melhor a fazer é puxar a ficha. Saber de onde vem o sujeito, o que realmente fez, o que deixou de fazer. Bem, se quiser um pouco mais de complicação: por que e para quem, seriam boas perguntar a serem respondidas.
Ao paraíso-inferno que criamos
Querida G.H, quando soube de sua história pensei em lhe escrever tolices. Coisas de minha vida ainda fútil. É que foi impossível pensar o que me disseram de você. Disseram que uma tal de Clarice Lispector lhe fez uma biografia na qual comia uma barata. Ridículo, pensei primeiramente. No entanto estava tentando ler para conferir.
Não é nada da simplicidade que dizem. Ainda estou no meio da história. Depois de ler cinco vezes me apego a detalhes, às sensações. É absoluto, transformador. A cada parte vais desconstruindo valores sociais pela própria essência do ser. Caminhando ao animalesco que deveria ser natural ao ser humano. Estou com tantas dúvidas: foi por isso que você se importou com a essa barata?
Não percebi o que desencadeou sua busca por uma mudança. Nem você percebeu. Na verdade acho que não se trata disso, não é amiga?! Trata-se de sentir. A história esta dentro do império das sensações. Essa Clarice desfaz todos os significados vulgos, xulos, que tentamos dar as palavras. Elas as reinventa, ou melhor, essa mulher tem a capacidade de colocar as palavras de volta para onde vieram: o reino das idéias.
Só ela seria capaz de narrar o momento de uma mulher escultora, burguesa, solteira e de vida noturna agitada, a se encontrar consigo mesma. Clarice Lispector escreve com a maestria qual integra no enredo, a crítica e a introspecção. Ela tem a doce capacidade de levar o leitor. Emenda um assunto ao outro e ao outro já destrinchado, é preciso estar atenta! Ainda dizem que ela usa de efeitos estilísticos e estéticos como o flash back e o momento epifânico. Mas aqui ela abusa da imersão nas questões do próprio ser, a introspecção.
D’A paixão segundo G.H, ninguém sairá o mesmo. Confesso que já não me interessa esse mundo úmido, encharcado de coisas. Quero também teu inferno, seco, preciso, primordial, G.H sem humanismos, sem esperança vaga. Buscarei as raízes de meu ser por mais perigoso que seja. Espero que o retorno desta carta seja uma mudança em si.
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Carta; G.H
CAIXA DE INFORMAÇÕES - BOLSA FAMÍLIA
Em outubro de 2009 a Secretaria de Ação Social de Cachoeira recebeu o equivalente a: R$ 8144, 55 (se beneficiadas as 4022 famílias que lotam o teto máximo).
Para ser cadastrados os beneficiários tem que cumprir alguns requisitos que garantem o equivalente em dinheiro. Quando os filhos de até 15 anos quebram cinco desses requisitos o beneficio é cortado. Para os filhos de 16 à 18 anos a quebra de três requisitos implicará no cancelamento.
Os condicionamentos para permanecerem beneficiários são em educação: freqüência escolar mínima de 85% para crianças e adolescentes entre 16 e 17 anos. Saúde: acompanhamento do calendário vacinal e do crescimento e desenvolvimento para as crianças menores de sete anos; e pré-natal das gestantes e acompanhamento das nutrizes na faixa de 14 a 44 meses. Assistência social: freqüência mínima de 85% de carga horária relativa aos serviços socioeducativos para crianças e adolescentes de até 15 anos em risco ou retiradas do trabalho infantil.
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Informativo
Problemas do Bolsa Família são comuns nas falas dos beneficíarios e responsáveis em Cachoeira
Viviane de Jesus Santos, que mora na Vila 25 de Junho, saída para Capueiruçu, é auxiliada pelo Bolsa Família. Começou a ter filhos aos 14 anos. Seus filhos com pais diferentes, atualmente contam 15 e 13 anos. Apenas um dos pais, que vive em São Paulo, paga a pensão. Além disso, eram os bicos feitos por Viviane e uma ajuda de sua mãe que garantiam a renda da família. A entrada do auxilio para sua casa “ajudou um pouquinho, a gente aperta daqui, aperta dali e aí vai”, afirma.
Rosemeire Nascimento tenta receber esse auxilio há três anos. É mãe de quatro filhos e mora em uma casa que a família invadiu na Vila 25 de Junho. Sua última residência era de taipa no bairro do Viradouro, também periferia da cidade. A família sobrevive com os trabalhos informais temporários do marido. Ela afirma que durante esses anos foi todos os meses à Secretaria de Ação Social de Cachoeira, localizada na Praça da Ajuda, em busca do beneficio. Não sabe ao certo em que irá gastar o dinheiro, mas garante que será muito bem vindo mesmo com a demora. Reclama ainda de não ter uma explicação ao certo do por que algumas pessoas já receberam o beneficio em quinze dias.
Outra mulher que não quis ser identificada relata uma melhoria com o auxílio Bolsa Família. Começou a ter filhos aos 19 anos. O mais novo conta um ano e dois meses. Desde a adolescência conviveu com o parceiro, pai de sete crianças. Nunca trabalhou de carteira assinada ou de maneira informal, pois tinha que cuidar dos filhos. Foi sustentada pela mãe, e hoje é pelo marido. Encerrou os estudos no segundo ano do ensino médio. Ela afirma que nunca fez planejamento familiar e sempre se negou a abortar qualquer embrião. Vive “com muitas dificuldades, com um filho já é difícil, imagine com sete. Mas conseguimos viver... ele [o marido] tá comigo até hoje e depois que chegou [o Bolsa família] é bom”.
Voz para o Estado
O apoio do Estado chegou há dois meses para a família dessa mulher. O programa Bolsa família surgiu com o decreto nº 5.209 de 17 de setembro de 2004. Está vinculado à Lei 10.836 de 09 de janeiro de 2004. Essa lei visa à unificação de procedimentos de redistribuição de renda do Governo Federal como o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e outros. O objetivo do programa de assistência é auxiliar as populações de baixa renda brasileiras com valores entre R$ 20 e R$ 200.
A atendente do programa Bolsa família na Secretaria de Ação Social do município, Giliane Rodrigues, conta os principais problemas dessa assistência. “Primeiro que o ‘teto máximo’ já foi atingido, depois não sabemos como é feita a seleção pelo MDS [Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome], apenas passamos os cadastros. Há casos atendidos rapidamente e outros que demoraram oito anos”. Atualmente são 6.652 famílias cadastradas e 4.022 beneficiadas dentro de toda área que corresponde a Cachoeira. O valor majoritariamente distribuído é de R$ 200 devido, em especial, ao alto índice de natalidade das famílias. Giliane afirma que essas famílias são, em geral, muito carentes, mães com muitos filhos, morando em casas de taipa situadas na Bacia do Iguape, em Terra Vermelha, Jaíba...
Os requisitos para se realizar o cadastro são, nessa hierarquia de importância: C.P.F (Cadastro de Pessoas Físicas), título de eleitor, identidade (RG), comprovante de residência e o comprovante da renda mensal per capita. No caso dos trabalhadores informais, Giliane deixa claro que é feita uma estimativa, através dos gastos feitos pela família preenchidos na ficha de cadastramento. Para manter uma resolução justa sempre é aberto um dialogo. O valor mensal ganho pelas famílias em suas atividades tem que ser igual ou menor que R$ 140 por pessoa. Giliane esclarece que os bicos, trabalhos informais, não atrapalham a seleção. No entanto, se comprovada uma renda em até um salário mínimo, a Secretaria envia os dados ao MDS e o beneficiário é descadastrado automaticamente. Ainda pode ocorrer o caso inverso: o envio de um oficio para reaver o cancelamento, ou o prolongamento de famílias extremamente necessitadas. Acima de tudo o prazo máximo para o cancelamento automático do Ministério é de dois anos.
“Responsáveis pela gestão do Bolsa Família, os municípios são avaliados por três critérios: qualidade e atualização do cadastro das famílias, freqüência escolar e atendimento em saúde (vacinação e pré-natal). Com base nesses dados, o governo calcula o Índice de Gestão Descentralizada (IGD) de cada cidade, que pode variar de zero a um. É esse indicador que determina o montante que será recebido pela prefeitura para ajudar na gestão do programa. Se atingir IGD igual a um, chega a R$ 2,50 por família”, segundo a consulta ao site do Cebes. Das informações obtidas por Giliane em outubro de dois mil e nove o IGD de Cachoeira era 0,81. Deve haver uma variação, pois o índice é baseado em duas secretarias: Saúde e Educação. “Logo se uma está em um bom indicador e outra não, reduz-se naturalmente. Mas já estivemos [Cachoeira] em um numero muito maior”, atesta Giliane. O programa chega aos 417 municípios baianos, especialmente nas periferias.
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Matéria; Bolsa Família
Alcoólatra que se cuida contra o vício há vinte anos coordena o grupo do AA em Cachoeira
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Matéria; A.A Cachoeira
Clubes e Extensão: matérias primas que democratizam o conhecimento no CAHL
Em 2008 a PROEXT - Pró-reitoria de extensão, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, catalogou nove trabalhos de extensão direcionados à comunidade da Cachoeira e São Félix. Dentre eles estão: Criatividade e percepçaõ de visual aplicadas à arteterapia, coordenado pela professora Suzane de Pinho Pepe, Projeto de organização e indexação do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida, em São Félix, coordenado pelos professores Luiz Fernando Saraiva, Rita Almico, Rita Doria e a Agência Junior de Assessoria de Comunicação Cidadã, coordenado pela professora Alene Lins.
A representante da PROEXT no Centro de Artes, Humanidades e Letras - CAHL, Cristina Ferreira, afirmou que não há relatórios prontos acerca de 2009. Porém, dois projetos destacam-se ante sua importância ao público em geral. Trata-se do Cine Caos, coordenado pelo professor Nuno Gonçalves com auxilio de doze alunos. "Comecei a passar filmes na rua logo no primeiro semestre de funcionamento da UFRB. O objetivo era dinamizar o intercâmbio entre as diversas pessoas que vieram compor o quadro da universidade e as pessoas da cidade", diz o professor.
O Cine aborda uma temática diferente por mês em quatro exibições de filmes com discussões posteriores. Os espaços alocados variam na tentativa de atingir públicos diversos. Dessa maneira o Sebo Café com Arte Ana Neri, com duas apresentações, atrai músicos locais e poetas; o Colégio Estadual da Cachoeira - C.E.C. tem predomínio dos estudantes, a Residência Universitária dos moradores. Nuno afirma que fluxo pode variar de acordo com o roteiro e os períodos do ano. O principal objetivo do Cine é promover diálogos entre as pessoas interessadas.
A aluna de jornalismo Astrude Modesto, integrante do Cine, reafirma a relação entre espaço e público. Alega o aumento de cachoeiranos no C.E.C e pondera que os meios de comunicação mais influentes como a TV atrapalham quando não aludem a filmes dentro do perfil exposto pelo Cine. Os fatores internos são representados pelo receio da comunidade em fazer contato com alunos universitários, especialmente em debates, e pela divulgação do Cine que precisa melhorar.
Ainda assim, a aluna conta, que há previsão de remanejamento de uma das sessões do Sebo Café com Arte, em Cachoeira, para o Colégio Rômulo Galvão, em São Félix, seguindo o objetivo de ampliar a possibilidade das pessoas assistirem aos filmes
. O segundo projeto é o Clube de Xadrez Paraguaçu. Este é coordenado pelo aluno Washington Andrade. Ele explica que tuo começou com a prática dos alunos dentro da Universidade e organizou-se processualmente.
Hoje está consolidando-se com a criação do estatuto, que, não opinão de Andrade, socializará as respondabilidades e funções, pois é preciso "despersonalizar o Clube de mim e transformar ele em uma instituição autônoma de funcionamento". Para isso faz-se necessária a estruturação física, com sede própria, relógios, cadeiras e outros materiais, e a burocrática.
Andrade disse que "a idéia é ampliar e fortalecer" e, pelo que foi constatado, tem havido êxito. Dez ou quinze pessoas participam semanalmente desde os três anos de funcionamento. Desde o primeiro ocorre o torneio anual deste grupo.
Neste ano ocorreu no pátio do Quarteirão Leite Alves, sede da UFRB no CAHL, aos 24 dias do mês de outubro onde foram premiados o primeiro lugar, o aluno Renato Luz, o segundo, o professor Nuno Gonçalves, a terceira, a aluna Thalita Ferraz. O evento foi encerrado com uma feijoada.
Andrade revela que o plano é levar o xadrez para as salas de aula como instrumento didático interdisciplinar. Isso quer dizer, ultilizar o 'jogo dos reis' dentro de um contexto histórico que muitas vezes o próprio personagem principal pode ser explorado por sua significações.
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Materia; Clube e extensão
Boca Piu
- Mas moça, eu quero apenas levar isso aqui.
- Então não fique me dando ordens. Oxente... quem já viu
- ô minha tia ..
- Tia, não! Que meus sobrinhos não tem essa osadia.
- Tá bom moça, passe logo minha cesta.
- Eu não lhe vendo mais nada!
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Literário; Boca Piu


